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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

MUDE O SEU PASSADO


Tornou-se uma frase comum que, como não podemos mudar o nosso passado, devemos escrever o nosso presente.
Viver é também guardar lembranças, umas doces e outras amargas. Umas nos inspiram e outras nos deprimem. Algumas nos fazem voar e outras nos levam a esconderijos.
Nossas atitudes diante do passado compõem as canções de nossas vidas. Alguns podemos passar a vida toda dando voltas em torno do nosso passado, como se não houvesse futuro. Andar em círculos em torno do passado é nos afundar nos sulcos que o peso do nosso corpo vai formando, ao ponto até de nos sufocar.
Há situações do passado que precisam ser mudadas.
Há passados que precisamos reescrever, porque são falsos. Foram construídos para nós, para que acreditássemos na versão, ou construídos por nós, para que parecessem o que não foram. Neste processo, muitas infâncias dolorosas foram descritas como maravilhosas. Pode ser que a sensação nos ajude, mas pode ser também que os fatos reais sejam o fio que nos conduziu pelo resto da jornada até agora. Neste caso, precisamos mudar o passado, reescrevendo-o como foi, não como o compuseram para nós ou nós mesmos o imaginamos.
Há passados que precisamos mudar, porque continuam presentes. Não escreveremos o nosso presente se não mudarmos o passado. O filho violento de um pai violento precisa saber que é violento porque seu pai o foi. Uma filha depressiva de uma mãe depressiva precisa entender que ela continua a história da sua mãe. 
Mudamos o passado ruim quando escrevemos a nossa própria história. 
Mudamos o passado ruim quando rejeitamos o figurino que esse passado tenta nos impor.
Mudamos o passado ruim quando recusamos os papéis de vítimas e nos dispomos com coragem a assumir que, apesar de nossas fraquezas e de nossas heranças, temos um lindo presente para viver. Não por acaso a Bíblia diz que Deus não é Deus dos mortos mas dos vivos (Mateus 22.32). Ele é o nosso Deus hoje.

Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo

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