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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Perdoar é difícil, mas necessário!



Existe um ditado que diz: "Errar é humano, perdoar é divino".
Geralmente quem usa este ditado ten­ta justificar seus próprios erros ou o fato de não querer perdoar - "já que não sou Deus, 
está tudo bem se eu não perdoar". Quem conhece a Bíblia, sabe que não é bem assim.

O que é o perdão? Gosto muito de um conceito que o professor David W. Smith usava em suas aulas de éti­ca pessoal: "O perdão é uma decisão de não levantar mais a ofensa perante três pessoas: Deus, os outros (inclusive o ofensor), e eu mesmo".

Perdoar é difícil porque gostamos de relembrar a ofensa.
Perdoar é difícil porque gostamos de comentá-la com outras pessoas.
Perdoar é difícil porque gostamos de “jogar na cara" do ofensor o que ele nos fez.
Perdoar é difícil porque gostamos de nos fazer de vítimas e nos queixar com Deus.

De fato, perdoar é difícil, mas não impossível. Mas perdoar também é necessário, pois é a única maneira de salvar um relacionamento. Perdoar é preciso por ser a única maneira de sarar a ferida e não ficar preso nas garras da autopiedade e da amargura. Perdoar é preciso para não contaminar outras pessoas em nossos contatos interpessoais. Perdoar é preciso porque Deus nos manda perdoar sempre - e mesmo quando obedecemos a Deus e perdoamos temos de reconhecer que: “somos servos inúteis, apenas cumprimos o nosso dever" (Lc 17.10).

Não o é tanto uma questão de fé, mas de obediência, de decisão se quisermos realmente seguir a Cristo, perdoar não é uma  opção  ou um "favor" que fazemos ao outros. É um dever.

Nosso  Senhor também perdoa nossos pecados, e nos capa­cita a cumprir suas ordens. Desta forma, perdoar não é sobrehumano, mas algo que podemos cumprir com a graça do nosso Senhor. - CTK 

sábado, 26 de março de 2011

BONS AMIGOS



Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
Machado de Assis

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Doando, Sobra!



Tornando-se doente um chefe de família, e sentindo-se próximo da morte, fez o seu testamento de maneira que os seus filhos ficassem contentes.

Passados alguns dias o homem morreu. Os filhos ficaram tristes muito naturalmente, porém se consolaram com o fato de que o velho tinha vivido uma vida longa, útil e honesta. Logo, sem remorsos, poderiam gozar a fortuna que lhes legara o bondoso pai.

Abrindo-se o testamento, notaram que o filho mais velho receberia a metade da fortuna; o segundo filho, o do meio, um terço; e o mais novo, um nono. Ficaram satisfeitos, pois acharam a partilha justa. Só não sabiam que a herança consistia de 17 camelos. Ora, como dividir os bens, sabendo-se que a metade de 17 é 8 ½? Não poderiam matar um camelo e parti-lo ao meio. Isso nada lhes aproveitaria.

Ainda assim, lembraram-se os rapazes de que tinham um tio, que embora pobre, era muito sábio. Resolveram consultá-lo. Chegando à casa do parente, depois de uma longa jornada, contaram-lhe o problema.

Tendo ouvido atentamente o caso, o tio, pensativo, depois de alguns minutos, disse aos sobrinhos que já encontrara uma solução para o problema. Ele possuía um camelo e doaria esse animal aos rapazes, assim, com dezoito camelos poderiam efetuar a partilha sem nenhum problema.

Assim, voltando para casa, os três herdeiros, com o camelo do tio, foi fácil fazer a divisão: metade de dezoito, nove, a herança do filho mais velho; um terço de dezoito, seis, a parte do filho do meio; e um nono de dezoito, dois, quanto coube ao filho menor.

Então veio a surpresa: 9 + 6 + 2 = 17. Sobrou um camelo. Depois de cada um dos herdeiros receber todo satisfeito a sua parte, lá estava inteirinho o animal que tinha resolvido a questão. Assim, voltando à casa do tio, demonstrando afetuosa gratidão, os rapazes com muita alegria devolveram-lhe o camelo.

Quantos problemas mais difíceis que esse poderiam ser resolvidos se estivermos dispostos a ceder alguma coisa.


"Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber". At 20.35.

"Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo". Gl 6.2.

"Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também". Lc 6.38.

"A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado". Pv 11.25.

Pr. Pedro Liasch Filho
Adaptado do original de Malba Tahan