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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

ORAÇÃO DAS CRIANÇAS



Sua professora ficou desesperada. A menina, de sete anos, sumiu da sala. Para piorar, outras três crianças também tinham desaparecido.
Ela começou a procurar por todas as salas, espalhadas pelo templo da igreja onde funcionava o projeto de reforço escolar, que ela mesma fundara havia poucas semanas e coordenava.
Na sua busca naquela manhã, o coração disparado ("onde foram parar?"; "será que foram para a rua, meu Deus?"), uma senhora trouxe uma informação:

-- Tem algumas crianças na sala de oração.
Alívio. Lá estavam as quatro.
A menina contou:
-- Hoje acordei com os gritos dos meus pais brigando. Vi meu pai com um papel na mão. Ele queria que a minha mãe assinasse, para venderem a nossa casa. Ele quer se separar da minha mãe. Então, viemos aqui, com minhas amigas, para Jesus não deixar papai vender a nossa casa e ir embora.
Então, eu me lembrei do salmo 8 ("Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador").
Não é de emudecer?

Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vidas Exemplares - Irena.

Irena Sendler

A Mãe das crianças do Holocausto

“A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade. - Irena Sendler”

Quando a Alemanha Nazista invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de bem estar social de Varsóvia, que organizava os espaços de refeição comunitários da cidade. Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas. Graças a ela, esses locais não só proporcionavam comida para órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam roupas, medicamentos e dinheiro.
Em 1942, os nazistas criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus,  Zegota. Ela mesma contou:
"Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas estava a luta contra as doenças contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes para outras colaboradoras. Como os alemães invasores tinham medo de que ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos controlassem o recinto."


Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade e para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus filhos e eles lhe perguntavam:
"Podes prometer-me que o meu filho viverá?". Disse Irena, "Que podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam sair do gueto?" A única certeza era a de que as crianças morreriam se permanecessem lá. Muitas mães e avós eram reticentes na entrega das crianças, algo absolutamente compreensível, mas que viria a se tornar fatal para elas. Algumas vezes, quando Irena ou as suas companheiras voltavam a visitar as famílias para tentar fazê-las mudar de opinião, verificavam que todos tinham sido levados para os campos da morte.

Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacas de batatas, caixões... nas suas mãos qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.
Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e por isso não fica satisfeita só por manter com vida as crianças. Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. Concebeu então um arquivo no qual registava os nomes e dados das crianças e as suas novas identidades.
Os nazistas souberam dessas actividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.

Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Zegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Em 1944, durante o Levantamento de Varsóvia, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se ela morresse. Ao acabar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação dos judeus sobreviventes. Lamentavelmente, a maior parte das famílias das crianças tinha sido morta nos campos de extermínio nazis.
De início, as crianças que não tinham família adoptiva foram cuidadas em diferentes orfanatos e, pouco a pouco, foram enviadas para a Palestina.
As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um homem chamou-a por telefone e disse-lhe: "Lembro-me da sua cara. Foi você quem me tirou do gueto." E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.
Em 1965, a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel. Em Novembro de 2003 o presidente da República Aleksander Kwasniewski, concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polónia: a Ordem da Águia Branca. Irena foi acompanhada pelos seus familiares e por Elzbieta Ficowska, uma das crianças que salvou, que recordava como "a menina da colher de prata".




Irena Sendler em 1942.
Nascimento 15 de fevereiro de 1910
Varsóvia, Congresso da Polónia,
 Império Russo
Morte 12 de maio de 2008 (98 anos)
Varsóvia,  Polónia
Nacionalidade Polonesa
Ocupação Ativista dos Direitos Humanos, enfermeira e assistente social
Religião Católica Romana
Irena Sendler [em polonês] Irena Sendlerowa apelido de solteira Krzyzanowska; (15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida como "o anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma ativista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuido para salvar mais de 2.500 vidas ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Como não ser esquecido!


 
Conta-se uma história de um empregado em um frigorifico da Noruega.
Certo dia ao término do trabalho foi inspecionar a câmara frigorifica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da camara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.
Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:
Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?.
Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.
Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou.
Entretanto não se despediu de mim na hora da saída.  Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei..

Pergunta: Será que você seria salvo????????

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Menos tolerantes...




CADA DIA MAIS SOMOS MENOS TOLERANTES COM A DOR


O psiquiatra e psicanalista gaúcho Sergio Paulo Ramos nos lembra que o ser humano é cada vez menos tolerante com a dor. Segundo ele, no dia a dia, "qualquer coisa: calmante". (Entrevista ao programa RodaViva, na TV Cultura, de 22.8.2011).
Cultuamos a beleza do corpo, que não pode doer.
Celebramos a força da mente, que não pode sofrer.
É claro que a dor deve ser evitada.
Se a dor nos vem, cabe-nos lutar para que vá.
Nesta luta, não pode caber como arma o uso ou abuso da droga, venha embalada em cigarro, álcool, maconha ou calmante, porque a vitória buscada será, na verdade, a derrota garantida.
Reconheçamos que as pessoas felizes não são felizes os dias todos. Mesmo as pessoas realizadas vivenciam frustrações. Mesmo os fortes se sentem fracos. Mesmo os que dormem bem conhecem a insônia.
Entre as formas de enfrentar a dor, está a busca da sua pedagogia. Ela não veio para nos ensinar. A dor tem vida própria e não tem qualquer finalidade. No entanto, nós começamos a controlá-la quando aprendemos com ela . 


Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tocar corações...




"Não sei...se a vida é curta ou longa demais pra nós, 
mas sei que nada do que vivemos tem sentido, 
se não tocarmos o coração das pessoas.


Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe, 
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita, 
alegria que contagia,
lágrima que corre, 
olhar que acaricia, 
desejo que sacia, 
amor que promove, 
e isso ai não é coisa do outro mundo, 
é o que dá sentido á vida, 
é que faz com que ela nem seja longa demais, 
mas que seja intensa, verdadeira , 
pura enquanto durar"

"Cora Coralina"

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amor e Amizade.



Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida companheira. 
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fornalha da Aflição


Escolhi-te na fornalha da aflição. (Is 48.10.)

            Não é a Palavra como uma chuva suave, amenizando a fúria das chamas? Não é ela uma armadura de asbesto, contra a qual o fogo não tem poder? Que venha a aflição — Deus me escolheu. Pobreza, você pode bater à minha porta, pois Deus já está nesta casa, Ele me escolheu. Doença, você pode intrometer-se, pois eu tenho um bálsamo pronto — Deus me escolheu. Venha o que me vier neste vale de lágrimas, eu sei que Ele me escolheu.
            Não tema, ó crente; o Senhor Jesus está com você. Em todas as suas ardentes provações, a presença dEle é o seu conforto e segurança. Ele nunca abandonará a quem escolheu para Si mesmo. "Não temas, porque eu sou contigo" é a promessa segura que ele dá aos Seus escolhidos que estão "na fornalha da aflição".
— C. H. Spurgeon
            O fardo do sofrimento parece uma lápide pendurada ao nosso pescoço, quando na verdade é o peso necessário para conservar no fundo um mergulhador, que está em busca de pérolas. — Richter

extraído: Mananciais do Deserto (9/Jul)