Jacupiranga, Novembro de 2010
Graça e Paz!
"Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem sua fé." (Heb 13: 7)
Amado pr. Eliezer e igreja.
Imagino que esse momento esteja sendo muito especial. Afinal, não é sempre que compartilhamos tempos como esse! Infelizmente não posso estar presente pessoalmente, mas espero que as simples palavras expressas neste pequeno texto, transmitam um pouco do meu coração.
Vinte anos de ministério, melhor ainda, vinte anos de ministério na mesma igreja. Muitas alegrias, muitas lágrimas, muitas dúvidas, mas sempre cercado da graça e misericórdia do Senhor. Hoje eu entendo algumas coisas que antes talvez não entendesse. Entendo porque partilho da mesma alegria de ser pastor. Ter que olhar sempre a frente e ao mesmo tempo deparar - se com a própria fragilidade. Mas tudo isso se acalma diante da poderosa graça de Jesus.
Lembro-me do ano de 1993, eu estava chegando a Santa Fé do Sul. Não imaginava como minha vida iria mudar. Converti-me a Cristo, conheci essa igreja maravilhosa. Nunca havia conhecido um pastor antes. A ideia que tinha sobre um pastor era a de um sujeito sisudo, idoso, careca e barrigudo (risos). Um dia, passamos na casa pastoral para pegar alguns colchões para um retiro de carnaval. Lá estava o pastor Eliezer, não era idoso, nem barrigudo, nem careca, nem sisudo; pelo contrário, era muito alegre, jovem e solteiro. Eu confesso que fiquei impressionado com aquilo, pois como podia ser pastor ainda tão jovem?!
Aos poucos fui sendo influenciado por ele, pelas pregações, pela sua inteligência, pela amizade, pela sua forma jovial de ver a vida. Me identificava com isso. Apesar de não saber discernir ainda, fui sentindo aos poucos o chamado de Deus em minha vida, para o ministério pastoral. Compartilhei com o pr. Eliezer e ele me incentivou muito, aliás, acho que ele acreditou mais em mim do que eu mesmo!! Além de incentivar, investiu em minha vida e levou a igreja a investir também. Fui enviado ao Seminário, me casei durante o curso e o pr. Eliezer fez o casamento. Fui consagrado ao ministério pastoral e tive o privilégio de ser orientado por ele durante mais sete anos, junto com os irmãos. Ele acompanhou também o nascimento de meus filhos, além de apresentá-los ao Senhor.
Talvez alguns estejam se perguntando: “Porque está falando tanto de você e não do homenageado?” A resposta é simples. Porque não há como falar de uma parte tão importante de minha vida sem falar do pr. Eliezer. Se hoje sou pastor, devo muito a ele e, é claro à essa querida igreja. Desses vinte anos de seu ministério, acompanhei boa parte. O pr. Eliezer não influenciou só mim, mas outras pessoas também, que estão servindo ao Senhor e que foram fruto de seu ministério. Agradeço a Deus por essa vida tão preciosa.
Acho que jamais conseguirei retribuir o que o pastor Eliezer fez por mim. Eu era apenas um jovem, sem muita perspectiva, mas sua vida e seu ministério puderam me fazer enxergar a graça bendita de Jesus, me ensinar e orientar a ouvir o chamado de Deus.
Muito obrigado Pr. Eliezer, que Deus o cubra de graça, misericórdia e paz. Que a alegria do Senhor seja sempre multiplicada sobre sua vida, família e ministério. Um grande e forte abraço, deste seu amigo, ovelha, colega e irmão em Cristo.
Pr. Claudinei.
Parabéns
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domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
Graça ou condenações?

Sempre penso uma história contada por Philip Yancey.
Um cristão se tornou viciado (no caso, em pornografia, mas poderia ser em outra dependência). Sua esposa percebeu o problema. Em lugar de apenas repreender o marido, assentou-se numa noite ao seu lado na sala e o abraçou, entre lágrimas. O homem foi curado naquele momento.
Contudo, teve recaídas. Ao final, no entanto, ficou livre para sempre.
Lembrei da história ao reler "Os fortes e os fracos", de Paul Tournier, que escreve: "A fé nascida por ocasião de uma experiência concreta sobreviverá ainda que haja recaída. O que terá mudado definitivamente é o clima da vida. Ainda que nossas tendências inatas persistam, afrouxarão os círculos viciosos".
Mais do que qualquer pessoa, quem recai precisa desesperadamente da graça.
Estamos dispostos em ministrá-la ou nos especializamos em condenar?
Paz e
Graça.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Ministério Pastoral...

Na próxima semana terei o privilégio de estar completando 20 anos de ministério pastoral, todos eles vividos e desenvolvidos na Primeira Igreja Batista em Santa Fé do Sul.
Muitas vezes me pergunto como cheguei até aqui, mas não sei ao certo nem mesmo como Deus teve a ousadia e coragem de me chamar para essa tarefa tão nobre. Tenho como a maior riqueza de minha vida, depois de aceitar a Cristo como meu Salvador pessoal, o chamado para o ministério. Mas não sem sentir o peso e responsabilidade que acompanha essa tão nobre convocação, mesmo que muitos menosprezem e envergonhem o ministério... nele me alegro.
Sou grato a Deus, a minha amada igreja e minha familia maravilhosa.
Segue um texto de Agostinho sobre o ministério:
“Antes de mais nada, peço que vossa santa sabedoria considere que, não há nada nesta vida, e em especialmente em nossos dias, mais fácil, agradável e aceitável aos homens, que o ofício de bispo, sacerdote ou diácono, caso suas tarefas sejam desempenhadas de uma forma mecânica ou aduladora. Mas nada é mais inútil, deplorável e digno de punição aos olhos de Deus.
Por outro lado, nada nesta vida e, especialmente em nossos próprios dias, é mais difícil, pesado e arriscado que esses ofícios. Porém nada é mais abençoado aos olhos de Deus, se nosso serviço estiver de acordo com as ordens do Capitão”.
Agostinho de Hipona (354-430d.C.)
Escrevendo ao seu superior Valério.
(Redescobrindo o Ministério Pastoral,
MacArthur Jr., John F. – p.63)
sábado, 23 de outubro de 2010
Musica, teologia e humor.
Por indicação do meu querido amigo e colega Pr Paulinho Arantes, vi, ouvi e gostei muito deste video, então, disponho-o para que meus leitores se deliciem com o conjunto da música, teologia e humor... presentes de Deus para nós.
Muita Paz!
Muita Paz!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A SEMENTE CERTA!

Em tempos de escolhas difícies, tempos em que as aparências são mais significativas que os conteúdos, que a essência não é considerada, é muito importante ter convicções e primar por fidelidade.
Nosso Senhor nos conhece muito melhor que nós mesmos, é maravilhoso confiar em Seu amor e não em naquilo que temos a apresentar.
Segue uma ilustração...
Um certo principe oriental precisava se casar, mas apesar de muitas concorrentes, queria escolher uma esposa que fosse sincera e de confiança. Todas as moças do seu reino se empenhavam em agradá-lo para conquistar seu coração. Foi então que o principe propôs uma prova para escolher a sua futura esposa. Convocou todas as moças solteiras do seu reino que tivessem o desejo de se casar com o principe, para que fossem avaliadas e passassem por uma única prova. Muitas moças compareceram.
Todas ouviram do principe a seguinte recomendação:
- Todas vocês receberão uma semente de flor para plantarem num vaso, cuidarem pessoalmente e apresentarem a mim na data estabelecida. A dona da planta que eu escolher como mais bem cuidada será a minha futura esposa.
As moças voltaram para casa cada qual com sua sementinha, e foram cada uma, a seu modo cuidar para ter a melhor planta, até o dia da apresentação.
No dia estabelecido cada moça trazia a planta que lhe tinha sido confiada ainda como semente. Havia todos os tipos de plantas. O principe deu ordens para que fossem enfileiradas para que ele as examinasse uma a uma. Andava diante das flores e a cada interesse parava e comentava algo: essa é muito formosa; muito bonito o vaso escolhido para essa; esta aqui é pequenina, mas muito cheirosa; que flor exótica - disse para a dona de outra, e assim foi, por todas as moças e suas flores.
Quando retornou ao seu trono, o principe anunciou:
- Eu já tenho a minha escolhida para esposa. Ela é muito capaz, muito cuidadoza e zelosa para o bem, é íntegra e de total confiança, soube cuidar como nenhuma outra da planta que lhe dei. E assim fazendo o principe mandou trazer à sua presença uma moça que tinha em suas mãos uma plantinha mirrada, sem cor alguma, cheia de espinhos, sem nenhuma formosura.
Quando todas as outras concorrentes começaram a reclamar o príncipe as interrompeu e esclareceu o motivo de sua escolha:
- Vejo que minha escolha não faz sentido para vocês, mas eu explico. Muitas de você me apresentaram flores muito bonitas, formosas e maravilhosas, mas com a exceção desta que escolhi, todas elas falsas para mim. Essa planta é muito comum numa região distante daqui, não tem formosura, nem perfume, nada que pudesse nos atrair, no entanto todas vocês receberam uma semente desta planta, e quando pensaram que seriam reprovadas pela insignificância da planta mudaram aquilo que eu lhes dei para cuidar. Por isso creio ser essa a esposa ideal para mim, aquela que posso confiar plenamente.
Amém.
sábado, 2 de outubro de 2010
Amante...

Quem é o seu amante?
(Jorge Bucay - Psicólogo)
" Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não tem, e as que tinham e perderam".
Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam:
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?!
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e amotivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis, em amigos, em pessoas.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente,
na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....
Enfim, é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..
E o que é "ir levando"?
Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... DA SUA VIDA!
Acredite: O trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver... Por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...
A psicologia após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
"PARA ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA".
sábado, 25 de setembro de 2010
O que me faz subir?

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro.
Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.Ficava imaginando mil coisas...
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir!
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