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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Jesus, o Incomparável


Nestes dias que cercam o natal, o mais importante é lembrarmo-nos do aniversariante, e o que Ele representa para nós.



Tudo em Cristo me deixa perplexo.
Seu espírito me intimida, e sua vontade me confunde.
Entre ele e qualquer outra pessoa do mundo, não existe termo possível de comparação. Ele é verdadeiramente um ser por si mesmo [...]
Procuro em vão na história encontrar o semelhante a Jesus Cristo, ou qualquer coisa que se possa aproximar do evangelho.
Nem a história, nem a humanidade, nem os séculos, nem a natureza me oferecem qualquer coisa com a qual possa compará-lo ou explicá-lo.
Aqui tudo é extraordinário.
(Napoleão)


Quanto mais eu estudava Jesus, mais difícil se tornava classificá-lo. Ele falou pouco sobre a ocupação romana, o assunto principal das conversas de seus conterrâneos, mas pegou um chicote para expulsar do templo judeu os pequenos aproveitadores. Insistia na obediência à lei de Moisés, enquanto adquiria a reputação de transgressor da lei. Poderia ser tomado de simpatia por um estrangeiro, mas afastou o melhor amigo com a dura repreensão: “Para trás de mim, Satanás!”. Tinha opiniões inflexíveis sobre os homens ricos e as mulheres de vida fácil, mas ambos os tipos desfrutavam de sua companhia.
Um dia os milagres pareciam fluir de Jesus; no dia seguinte seu poder ficava bloqueado pela falta de fé das pessoas. Um dia falava em pormenores sobre a segunda vinda; no outro, não sabia o dia nem a hora. Fugiu de ser preso uma vez e marchou inexora¬velmente rumo à prisão em outra. Falou eloqüentemente sobre a pacificação, e depois disse a seus discípulos que procurassem espadas. Suas reivindicações extravagantes colocaram-no no centro da controvérsia, mas, quando fazia alguma coisa realmente miraculosa, procurava ocultá-lo. Como disse Walter Wink, se Jesus nunca tivesse vivido, não poderíamos tê-lo inventado.


Vão dizer a João o que viram por aqui.
Digam-lhe que há pessoas que venderam seus cães-guias e estão observando pássaros.
Digam-lhe que há pessoas que trocaram suas bengalas de alumínio por botas de andarilhos.
Digam-lhe que os desanimados se transformaram em pessoas empreen¬dedoras e uma porção de pessoas exaustas está vivendo pela primeira vez na vida.
(Mateus 11.4,5 - Paráfrase de Frederich Buechner)

Trechos retirados do livro O Jesus que eu nunca conheci, de Philip Yancey.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Amor que fere e cura.



Como prometi (a alguns estudantes que compartilham comigo), um texto intenso e profundo do Nouwen, que retirei do site da Ibab. Boa leitura.


“Os humanos sofrem bastante. Muito, para não dizer a maior parte, do nosso sofrimento tem origem na relação com aqueles que nos amam. Estou constantemente ciente de que a minha agonia profunda provém, não dos terríveis eventos que leio nos jornais ou vejo na televisão, mas da relação com as pessoas com quem partilho a minha vida diária. São precisamente os homens e mulheres, que me amam e que estão muito perto de mim, os que me ferem. À medida que ficamos mais velhos, geralmente vamos descobrindo que nem sempre fomos bem amados. Com frequência, os que nos amaram também nos usaram. Os que se interessaram por nós foram, por vezes, também invejosos. Os que nos deram muito, por vezes, exigiram também muito em troca. Os que nos protegeram quiseram também possuir-nos nos momentos críticos. Habitualmente, sentimos a necessidade de esclarecer como e por que é que estamos feridos; e, com frequência, chegamos à alarmante descoberta de que o amor que recebemos não foi tão puro e simples como tínhamos julgado.

É importante esclarecer estas coisas, especialmente quando nos sentimos paralisados por medos, preocupacões e anseios obscuros que não compreendemos.

Mas compreender as nossas feridas não basta. Ao fim, temos que encontrar a liberdade para passar por cima das nossas feridas e a coragem para perdoar aos que nos feriram. O verdadeiro perigo está em ficarmos paralisados pela raiva e pelo ressentimento. Então começaremos a viver o complexo do 'ferido', queixando-nos sempre de que a vida não é 'justa'.

Jesus veio livrar-nos destas queixas auto-destrutivas. Ele nos ensina a por de lado as nossas queixas, perdoar os que nos amaram mal, passar por cima da sensação que temos de sermos rejeitados e ganharmos coragem para acreditar que não cairemos no abismo do nada, mas no abraço seguro de Deus cujo amor curará todas as nossas feridas.”

[Henri Nouwen]

domingo, 29 de novembro de 2009

Multiplicação das Células 2009



Dia 22 de Novembro de 2009.
Um dia de festa para a Primeira Igreja Batista em Santa Fé do Sul, foi nossa multiplicação das células.
O culto é uma festa. Muitas canções abençoadissimas, testemunhos, fotos, lembranças, diplomas para os líderes, auxiliares, supervisores e coordenadores.
Bexigas para todo lado e de todo o gosto.
Mensagem. Meditações.
Incentivo, motivação, renovação, entusiasmo, esperanças renovadas. Novos amigos, novos irmãos, novos visitantes, novos desafios.
É um recomeço, uma repetição é verdade, ou mesmo uma volta ao passado, de retomar a Missão que Cristo nos deixou ainda no tempo apostólico. É gratificante poder participar da vida de uma igreja dinâmica assim, com seus erros e falhas, mas experimentar o poder de Deus, a alegria do Espírito, o Senhorio de Cristo na vida de gente simples, gente amada, gente salva.
Foi assim, e assim será até a volta de nosso Mestre.
Vem com gente também!
Abraços.
Pr Eliezer - Nov/2009

Fotos de algumas células deste ciclo encerrado.
http://www.slideshare.net/eliezeralmeida/celulas2009-fotos

sábado, 28 de novembro de 2009

Mau Humor




"Falhamos por ignorar a maneira como somos feitos; atribuimos nossas falhas ao diabo, em vez de atribui-las à nossa própria natureza indisciplinada...
Há certas coisas pelas quais não devemos orar - mau humor, por exemplo. O mau humor não é expulso com oração, é expulso a pontapés... quase sempre tem a ver com a nossa condição física, e não espiritual. Requer-se um esforço contínuo para não se dar lugar ao mau humor, cuja origem está na condição física; não se entregue a ele nem por um segundo. Temos que nos agarrar a nós mesmos pelo colarinho e nos sacudirmos, e então descobriremos que podemos fazer tudo que pensávamos que não poderíamos fazer. Isso é tomada de posição."


Tudo para Ele, 20/Maio
Oswald Chambers

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mundo Moderno - Chico Anýsio



Deparei-me com um vídeo do Programa do Jô (ano de 2000), com uma declamação fantástica do Chico Anysio, de um texto de sua própria autoria. Além da métrica, da poesia, e da difícil tarefa de começar todas as palavras com a mesma letra, é um texto inteligentissimo. Repasso o texto, que vale a reflexão, e nos instiga a ação.


Mundo Moderno
Chico Anysio

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial.

Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.

Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, maratonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.
Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

No escuro.




Veio o apagão. Em meio a tanta escuridão, sai tateando em minha própria casa, temendo tropeçar em algo que não sabia se estava ali, ou se esquivar no nada que temia estar a frente.
Num ritmo lento, enquanto tantas coisas se passavam na cabeça, desde os motivos daquele momento, como os nomes dos possíveis responsáveis, que horas depois tive que vergonhosamente reconhecer estar errado, como também os propósitos daquela hora. Tanta coisa passa enquanto percorro do quarto para a cozinha procurando as velas para iluminar minha terrível escuridão. Tanta coisa... tanto nada.
Mas se não me serviu de nada, a não ser o exercício do pensar e procurar algo tão bem guardado no fundo de uma gaveta qualquer, serve agora para refletir, e refletindo o escuro, muitas vezes encontro a luz.
Quisera eu sempre encontrar luz no fim do tunel, mesmo que não a procure, mas dela me envolva. Pos ao final, tudo se mostra tão diferente do imaginado, pensado e desejado.
Fica aqui o aprendizado, como na oração de Thomas Merton....


Tu Não És Como O Tenho Imaginado
Senhor, é quase meia-noite e estou Te esperando na escuridão e no grande silêncio.
Lamento todos os meus pecados.
Não me deixe pedir mais do que ficar sentado na escuridão, sem acender alguma luz por conta própria, nem me abarrotar com os próprios pensamentos para preencher o vazio da noite na qual espero por Ti.
Deixa-me virar nada para a luz pálida e fraca dos sentidos, a fim de permanecer na doce escuridão da Fé pura.
Quanto ao mundo, deixa-me tornar-me para ele totalmente obscuro para sempre. Que eu possa, deste modo, por esta escuridão, chegar enfim à Tua claridade.
Que eu possa, depois de ter me tornado insignificante para o mundo, estender-me em direção aos sentidos infinitos, contidos em Tua paz e Tua glória.
Tua claridade é minha escuridão. Eu não conheço nada de Ti e por mim mesmo nem posso imaginar como fazer para Te conhecer.
Se eu te imaginar, estarei errado.
Se Te compreender, estarei enganado.
Se ficar consciente e certo que Te conheço, serei louco.
A escuridão me basta.

Thomas Merton

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Consolo na Cruz!



Não, queridas almas,
não há consolo em nada senão no amor da cruz e no total abandono;
quem não experimenta a cruz, não experimenta as coisas de Deus (Mt 16,23).
É impossível amar a Deus sem amar a cruz;
um coração que experimenta a cruz, considera as coisas mais amargas uma doçura:
"quem está com o estômago cheio rejeita até o mel, mas, para quem está com fome até a comida amarga é doce'" (Pr 27,7); pois, ela tem fome de Deus, na proporção de sua fome pela cruz.
Deus nos dá a cruz e a cruz nos dá Deus.

Madame Guyon, Experimentando as profundezas de Jesus através da Oração, p.20