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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Vocação



"Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:
Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali. Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:
- Será que vai chover hoje?

Se você responder "com certeza"... a sua área é Vendas:
O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

Se a resposta for "sei lá, estou pensando em outra coisa"... então a sua aérea é Marketing:
O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

Se você responder "sim, há uma boa probabilidade"... você é da área de Engenharia:
O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

Se a resposta for "depende"... você nasceu para Recursos Humanos:
Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

Se você responder "ah, a meteorologia diz que não"... você é da área de Contabilidade:
O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.
Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas":
Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder "não sei"... há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa.

De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe.
Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.

"Não sei" é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão.

Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa.
Por quê? > Eu sinceramente "não sei".
(Antonio Ermírio de Moraes - Revista Exame)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mãe devia ser eterna. (Homenagem)


Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Que Te Prende!


"Quem estiver no telhado da sua casa não desça para tirar coisa alguma.
Quem estiver no campo não volte para pegar o manto..."
(Mateus 24.17,18)

Cuidado com o que você se apega.
Pense bem no que te prende, no que te chama muito a atenção.
Examine o que mais consome seu dinheiro, pois é lá que o seu coração está.
Onde você tem mais investido seu tempo?

No dia da chamada, talvez muitos não ouvirão, não atenderão porque estão muito ocupados e presos às "coisas desta vida".
Não que sejam necessariamente ruins, como nos dias de Noé (Mt 24.37ss) comiam. bebiam, casavam-se... nada demais, mas distraíram-se tanto que não adentraram no barco da salvação.

Que nossos olhos estejam fixos nAquele que foi levantado no meio deste mundo (João 3.14), e que nada ocupe mais o nosso pensamento que o autor e Consumador da nossa fé.

Repito... cuidado com aquilo que te prende! (vide charge)

domingo, 3 de maio de 2009

Presente desapercebido...

O Mestre Hugo confronta o temeroso urso Panda quanto a sua difícil tarefa de deter um grande inimigo, ou, voltar à sua vidinha de sempre, inadesafiadora.
As oportunidades que se nos apresentam fazem parte do tempo. E, o tempo denominado de agora, é o único que temos, mas é mais do que muitas vezes entendemos, como dito pelo tartaruga mestre:

“O Ontem é história.
O Amanhã é mistério.
O Hoje é uma dádiva.
Por isso que se chama presente”.

Mestre Hugo (Kung Fu Panda)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

..."entre aspas"

"Não é tolo aquele que dá o que não pode guardar,
para ganhar o que não pode perder".
(Jimm Elliot, mártir entre os Aucas)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Liberdade Complicada


Metáfora da alma humana.
Rubem Alves



Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho.
Sua vida era segura e tranqüila.
Tranqüilidade e segurança; coisas que todos desejam.
Barco ancorado não naufraga.
Avião em hangar não cai.
Para viver em segurança as pessoas constroem gaiolas e passam a viver dentro delas.
Dentro das gaiolas não há perigos.
Só há monotonia.
Todo dia a mesma coisa.
Tudo o que acontece todo dia do mesmo jeito é chato.
Esse é o preço da segurança: a chatice.
Dentro da gaiola não há muito o que fazer, seja ela feita com arames de ferro ou com deveres.
Os sonhos de aventuras selvagens aparecem, mas, logo que vêem os arames, morrem.
Alguns, malvados, furam os olhos dos pássaros engaiolados.
Dizem que pássaro de olho furado canta mais bonito.
Talvez, cegos, eles se esqueçam de que estão presos numa gaiola.
Mas, mesmo que não estivessem, de que lhes adiantaria ter asas para voar se não têm olhos para ver?
Sua cegueira é a sua gaiola.
Há muitas pessoas assim: parecem ter olhos normais, parecem ver tudo.
Na verdade nada vêem, a não ser o seu mundinho.
Sua cegueira é sua gaiola.
O nosso amigo, passarinho engaiolado, bem se lembrava do dia em que,
enganado pelo alpiste, tentador, saboroso, entrou no alçapão.
Alçapões são assim; têm sempre uma coisa apetitosa dentro.
Mas basta que a coisa apetitosa seja bicada para que a porta se feche para sempre, até que a morte a abra....
Na porta da gaiola estava escrita uma frase famosa, de um poeta famoso,
Dante Alighieri: "Deixai toda a esperança vós que entrais".
Mas passarinho não entende nem escritas nem linguagem de gente.
Há um poema famoso, de Guerra Junqueira, sobre o melro, pássaro que canta risadas de cristal.
Um padre velho e ranzinza tinha raiva do melro.
Ele comia as sementes que o padre semeava.
Um dia, o padre encontra o ninho de melro num arbusto.
Estava cheio de filhotinhos.
O padre, para se vingar da mãe, engaiola os filhotinhos.
A mãe, vendo seus filhos engaiolados, e sem forças para abrir a portinhosa de ferro, traz no seu bico um galho de veneno.
'Meus filhos, a existência é boa só quando é livre", ela disse.
"A liberdade é a lei.
Prende-se a asa, mas a alma voa...
Ó filhos, voemos pelo azul!...comei!"
É certo que a mãe do nosso passarinho engaiolado nunca lera o poema de Guerra Junqueiro porque, ao ver seu filho preso, lhe disse.
"Finalmente minhas orações foram respondidas.
Vocês estão seguros, pelo resto de suas vidas.
Nada hão de temer.
Nenhum gato o comerá.
Comida não lhe faltará.
Você estará sempre tranqüilo.
Se você ficar deprimido, cante.
Quem canta seus males espanta.
Veja: todos os pássaros engaiolados estão cantando!"
A palavras de sua mãe não o convenceram.
Do seu pequeno espaço ele olhava os outros passarinhos.
Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os sanhaços, entrando mamões adentro;
os beija-flores, com seu mágico bater de asas; os urubus, em seus vôos tranqüilos na fundura do céu; as rolinhas, arrulhando, fazendo amor; as pombas voando como flechas.
Ele queria ser como os outros pássaros, livres....Ah!
Se aquela maldita porta se abrisse...
Isso era tudo o que ele desejava.
Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono esqueceu a porta da gaiola aberta?
Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos.
Estava livre, livre, livre!
Saiu. Voou para o galho mais próximo.
Olhou para baixo.
Puxa! Como era alto!
Sentiu um pouco de tontura.
Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho.
Teve medo de cair.
Agachou-se no galho, para ter mais firmeza.
Viu uma outra árvore mais distante.
Teve vontade de ir até lá.
Perguntou-se se suas asas agüentariam.
Elas não estavam acostumadas.
O melhor seria não abusar, logo no primeiro dia.
Agarrou-se mais firmemente ainda.
Nesse momento um insetinho passou voando bem na frente de seu bico.
Chegara a hora.
Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo.
Sumiu mostrando a língua.
"Ei você!" - era uma passarinha.
"Vamos voar juntos até o quintal do vizinho?
Há uma linda pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas.
Deliciosas.
Só é preciso prestar atenção no gato que anda por lá...
" Só o nome "gato" já lhe deu um arrepio.
Disse para a passarinha que não gostava de pimentas.
A passarinha procurou outro companheiro.
Ele preferiu ficar com fome.
Chegou o fim da tarde e, com ele, a tristeza do crepúsculo.
A noite se aproximava.
Onde iria dormir?
Lembrou-se do prego amigo, na parede na cozinha, onde a sua gaiola ficava dependurada.
Teve saudades dele.
Teria de dormir num galho de árvore, sem proteção.
Gatos sobem em árvores?
Eles enxergam no escuro?
E era preciso não esquecer os gambás.
E tinha de pensar nos meninos com os seus estilingues, no dia seguinte.
Tremeu de medo.
Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada.
Somente podem gozar a liberdade aqueles que têm coragem.
Ele não tinha.
Teve saudades da gaiola.
Voltou.
Felizmente a porta ainda estava aberta.
Entrou.
Pulou para o poleiro.
Adormeceu agradecido a Deus pela felicidade da gaiola.
É muito mais simples não ser livre.
Nesse momento chegou o dono.
Vendo a porta aberta, disse: "Passarinho bobo.
Não viu que a porta estava aberta.
Deve estar meio cego.
Pois passarinho de verdade não fica em gaiola.
Gosta mesmo é de voar...".

Um texto para se pensar!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Preciso contemplar...



Tenho olhos...
mas nem sempre tão abertos quanto
preciso que estejam para Deus.

Tenho visto...
mas nem sempre contemplado, admirado
e agradecido por tudo de Deus para mim.

Tem maravilhas infindas...
em todos os cantos, nas pessoas, coisas,
nos momentos... mas não tão exulberates
profundas e verdadeiras como em Sua Lei.

Abra meus olhos Senhor...
para a tua Lei.