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domingo, 3 de maio de 2009

Presente desapercebido...

O Mestre Hugo confronta o temeroso urso Panda quanto a sua difícil tarefa de deter um grande inimigo, ou, voltar à sua vidinha de sempre, inadesafiadora.
As oportunidades que se nos apresentam fazem parte do tempo. E, o tempo denominado de agora, é o único que temos, mas é mais do que muitas vezes entendemos, como dito pelo tartaruga mestre:

“O Ontem é história.
O Amanhã é mistério.
O Hoje é uma dádiva.
Por isso que se chama presente”.

Mestre Hugo (Kung Fu Panda)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

..."entre aspas"

"Não é tolo aquele que dá o que não pode guardar,
para ganhar o que não pode perder".
(Jimm Elliot, mártir entre os Aucas)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Liberdade Complicada


Metáfora da alma humana.
Rubem Alves



Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho.
Sua vida era segura e tranqüila.
Tranqüilidade e segurança; coisas que todos desejam.
Barco ancorado não naufraga.
Avião em hangar não cai.
Para viver em segurança as pessoas constroem gaiolas e passam a viver dentro delas.
Dentro das gaiolas não há perigos.
Só há monotonia.
Todo dia a mesma coisa.
Tudo o que acontece todo dia do mesmo jeito é chato.
Esse é o preço da segurança: a chatice.
Dentro da gaiola não há muito o que fazer, seja ela feita com arames de ferro ou com deveres.
Os sonhos de aventuras selvagens aparecem, mas, logo que vêem os arames, morrem.
Alguns, malvados, furam os olhos dos pássaros engaiolados.
Dizem que pássaro de olho furado canta mais bonito.
Talvez, cegos, eles se esqueçam de que estão presos numa gaiola.
Mas, mesmo que não estivessem, de que lhes adiantaria ter asas para voar se não têm olhos para ver?
Sua cegueira é a sua gaiola.
Há muitas pessoas assim: parecem ter olhos normais, parecem ver tudo.
Na verdade nada vêem, a não ser o seu mundinho.
Sua cegueira é sua gaiola.
O nosso amigo, passarinho engaiolado, bem se lembrava do dia em que,
enganado pelo alpiste, tentador, saboroso, entrou no alçapão.
Alçapões são assim; têm sempre uma coisa apetitosa dentro.
Mas basta que a coisa apetitosa seja bicada para que a porta se feche para sempre, até que a morte a abra....
Na porta da gaiola estava escrita uma frase famosa, de um poeta famoso,
Dante Alighieri: "Deixai toda a esperança vós que entrais".
Mas passarinho não entende nem escritas nem linguagem de gente.
Há um poema famoso, de Guerra Junqueira, sobre o melro, pássaro que canta risadas de cristal.
Um padre velho e ranzinza tinha raiva do melro.
Ele comia as sementes que o padre semeava.
Um dia, o padre encontra o ninho de melro num arbusto.
Estava cheio de filhotinhos.
O padre, para se vingar da mãe, engaiola os filhotinhos.
A mãe, vendo seus filhos engaiolados, e sem forças para abrir a portinhosa de ferro, traz no seu bico um galho de veneno.
'Meus filhos, a existência é boa só quando é livre", ela disse.
"A liberdade é a lei.
Prende-se a asa, mas a alma voa...
Ó filhos, voemos pelo azul!...comei!"
É certo que a mãe do nosso passarinho engaiolado nunca lera o poema de Guerra Junqueiro porque, ao ver seu filho preso, lhe disse.
"Finalmente minhas orações foram respondidas.
Vocês estão seguros, pelo resto de suas vidas.
Nada hão de temer.
Nenhum gato o comerá.
Comida não lhe faltará.
Você estará sempre tranqüilo.
Se você ficar deprimido, cante.
Quem canta seus males espanta.
Veja: todos os pássaros engaiolados estão cantando!"
A palavras de sua mãe não o convenceram.
Do seu pequeno espaço ele olhava os outros passarinhos.
Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os sanhaços, entrando mamões adentro;
os beija-flores, com seu mágico bater de asas; os urubus, em seus vôos tranqüilos na fundura do céu; as rolinhas, arrulhando, fazendo amor; as pombas voando como flechas.
Ele queria ser como os outros pássaros, livres....Ah!
Se aquela maldita porta se abrisse...
Isso era tudo o que ele desejava.
Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono esqueceu a porta da gaiola aberta?
Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos.
Estava livre, livre, livre!
Saiu. Voou para o galho mais próximo.
Olhou para baixo.
Puxa! Como era alto!
Sentiu um pouco de tontura.
Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho.
Teve medo de cair.
Agachou-se no galho, para ter mais firmeza.
Viu uma outra árvore mais distante.
Teve vontade de ir até lá.
Perguntou-se se suas asas agüentariam.
Elas não estavam acostumadas.
O melhor seria não abusar, logo no primeiro dia.
Agarrou-se mais firmemente ainda.
Nesse momento um insetinho passou voando bem na frente de seu bico.
Chegara a hora.
Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo.
Sumiu mostrando a língua.
"Ei você!" - era uma passarinha.
"Vamos voar juntos até o quintal do vizinho?
Há uma linda pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas.
Deliciosas.
Só é preciso prestar atenção no gato que anda por lá...
" Só o nome "gato" já lhe deu um arrepio.
Disse para a passarinha que não gostava de pimentas.
A passarinha procurou outro companheiro.
Ele preferiu ficar com fome.
Chegou o fim da tarde e, com ele, a tristeza do crepúsculo.
A noite se aproximava.
Onde iria dormir?
Lembrou-se do prego amigo, na parede na cozinha, onde a sua gaiola ficava dependurada.
Teve saudades dele.
Teria de dormir num galho de árvore, sem proteção.
Gatos sobem em árvores?
Eles enxergam no escuro?
E era preciso não esquecer os gambás.
E tinha de pensar nos meninos com os seus estilingues, no dia seguinte.
Tremeu de medo.
Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada.
Somente podem gozar a liberdade aqueles que têm coragem.
Ele não tinha.
Teve saudades da gaiola.
Voltou.
Felizmente a porta ainda estava aberta.
Entrou.
Pulou para o poleiro.
Adormeceu agradecido a Deus pela felicidade da gaiola.
É muito mais simples não ser livre.
Nesse momento chegou o dono.
Vendo a porta aberta, disse: "Passarinho bobo.
Não viu que a porta estava aberta.
Deve estar meio cego.
Pois passarinho de verdade não fica em gaiola.
Gosta mesmo é de voar...".

Um texto para se pensar!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Preciso contemplar...



Tenho olhos...
mas nem sempre tão abertos quanto
preciso que estejam para Deus.

Tenho visto...
mas nem sempre contemplado, admirado
e agradecido por tudo de Deus para mim.

Tem maravilhas infindas...
em todos os cantos, nas pessoas, coisas,
nos momentos... mas não tão exulberates
profundas e verdadeiras como em Sua Lei.

Abra meus olhos Senhor...
para a tua Lei.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mente Aberta!


É bom pensar. Acreditar. Ter convicções e e fundamentos sólidos. Mas como Cristo é melhor amar. A Verdade, os fundamentos, as pessoas, a Deus. É importante se abrir, com uma constante renovação da mente, ao que muitas vezes pensávamos nos ferir, mas que nos acrescenta quando se deixa tocar pelo olhar, pelas mãos, pelo toque singular de Cristo Jesus. Brennan Manning expõe com facilidade sobre a mente aberta em seu livro O Evangelho Maltrapilho.

"Se mantermos a mente aberta como a de uma criança, desafiamos idéias estabelecidas e estruturas rígidas, incluindo as nossas. Ouvimos pessoas de outras denominações e religiões. Não encontramos demônios naqueles de quem discordamos. Não nos aconchegamos a gente que balbucia nosso jargão.
Se somos abertos, raramente recorremos ao ou isso ou aquilo: ou criação ou evolução, ou a liberdade ou a lei, ou o sagrado ou o secular, ou Beethoven ou Madonna. Permanecemos focalizados em ambos e em e, plenamente conscientes de que a verdade de Deus não pode ser aprisionada numa definição pequena.
É claro que a mente aberta não aceita tudo indiscriminadamente - marxismo ou capitalismo, cristianismo e ateísmo, amor e luxúria, Moët Chandon e vinagre. Ela não absorve todas as proposições igualmente, como uma esponja, nem é um molenga como uma. A mente aberta, porém, percebe que a realidade, a verdade e Jesus Cristo são inacreditavelmente sem limitações."

quinta-feira, 26 de março de 2009

Definição maravilhosa de Avivamento!


“Reavivamento é uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência de sua santa presença e é surpreendida por ela. Os inconversos se convencem do pecado, arrependem-se e clamam a Deus por misericórdia, geralmente em números enormes e sem qualquer intervenção humana. Os desviados são restaurados. Os indecisos são revigorados. E todo o povo, inundado de um profundo senso de majestade divina, manifesta em suas vidas o multifacetado fruto do Espírito, dedicando-se às boas obras”.

(John Stott - Revista Ultimato, Ano XLII – nº 317, Março2009)

quarta-feira, 4 de março de 2009

AJUSTANDO AS VELAS



Em momentos de grandes tempestades os navegantes ajustam as velas, afim de controlar a fúria do vento e da tempestade. Nós cristãos, muitas vezes somos pegos de surpresa por ondas violentas, que vem e destroem nossa força, esperança e vigor.

Para que não sejamos destruídos pelas tempestades da vida, temos que estar alicerçados na rocha, que é Jesus, pois na areia facilmente desmoronaremos.

Estava eu a poucos dias, diante de uma grande tempestade e imaginei que não sairia da mesma facilmente. Não tinha forças nem ânimo pra lutar, somente olhava pro Senhor e dizia: "Pai, me ajuda, não irei conseguir sair dessa tribulação sem Ti, nesse momento me sinto como se o mundo tivesse desabado sobre mim... Pai, não tenho forças, preciso de ti, preciso do teu amor...". E Deus ouviu meu clamor, e me renovou de força e ânimo. Foi como se Ele dissesse: filho meu ajuste as velas! E eu entendi e vi que bastava eu colocar meu coração em sua palavra e deixar Ele dirigir minha vida. Também foi necessário eu reconhecer que havia algumas coisas no destino errado e que precisava ajustar as velas, para ir no caminho certo do Senhor.

Quando ajustamos as velas do nosso coração, dos nossos desejos e vontades de acordo com a direção do Senhor, o destino é bênçãos e vitórias. Do contrário será tristeza, decepção e derrotas.

O pessimista, queixa-se do vento, o otimista espera que mude, o realista ajusta as velas.

Seja realista e ajuste as velas de sua vida e esteja no centro da vontade de Deus, e Ele certamente te dará vitórias.

Autor: Hélio Martins