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quarta-feira, 7 de março de 2018

Quebrado e Restaurado


“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12)
“Não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu sobre nós beneficência… para revivermos” (Esdras 9:9)
Em Londres, em uma sala especial do British Museum, pode-se admirar uma peça única: um vaso muito precioso. Certo dia, alguém deixou esse vaso cair. O resultado foi centenas de estilhaços no chão. Chamaram um especialista que, com muita paciência, recolheu os fragmentos e reconstituiu o vaso, o qual pode ser visto atualmente. Quem não conhece a história, nunca poderia imaginar que esse magnífico objeto já foi um monte de cacos. As uniões são praticamente invisíveis ao simples olhar. Uma placa relata o ocorrido e, ao lê-la, muitas pessoas ficam totalmente surpresas.
A história desse vaso em três etapas nos lembra a do homem: sua beleza original, sua destruição e sua restauração. O ser humano foi criado perfeito, “à imagem de Deus”, porém no momento da queda, sua desobediência o conduziu à uma degradação total por causa do pecado. A imagem inicial foi completamente deformada. Ainda hoje, pela graça e obra perfeita de Cristo, todo ser humano pode adquirir uma beleza divina. O estado de inocência não pode ser recuperado, mas no novo nascimento, cada pecador arrependido recebe a vida que Jesus Cristo dá, passa a conhecer a bondade, a misericórdia e o amor de Deus. Assim, salvo da ruína, aquele que estava separado da vida de Deus pode viver agora somente para a glória dAquele que o restaurou.
(http://www.irmaos.com/3011-o-vaso-quebrado/)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Encontro pessoal.


"Se naquele dia na estrada de Damasco, Saulo tivesse encontrado um pregador e tivesse ouvido um sermão, ninguém nunca mais teria escutado falar dele.
Mas ele se encontrou com Cristo (as vezes podemos nos esquivar dos pregadores e dos sermões ouvidos, mas não há como fugir de Cristo)". - Leonard Ravenhill
Sim, é disso que precisamos desesperadamente - pessoas que tiveram um encontro pessoal com Cristo, não com sermões, louvores, shows, ou pregadores famosos. Com o Cristo transformador.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

De onde vem o meu socorro?





O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. (Sl 121.2.)

Há duas perguntas soleníssimas. Uma é: “Até quando?” A outra é: “De onde?”

Com a primeira se quer saber quanto tempo vai durar o sofrimento. Com a segunda se quer saber de onde virá o livramento.

O “até quando?” tem ficado sem resposta. Pode durar “um instante” ou apenas uma noite (Sl 30.5), como pode durar “sete tempos” (Dn 4.32) ou a vida inteira. A rigor, a única certeza que se tem quanto à durabilidade da dor é que ela só será plena e definitivamente debelada na plenitude da salvação, cuja ocasião é guardada em segredo (Mc 13.32).

Já o “de onde vem o meu socorro?” é diferente. A resposta está escondida no coração humano desde a criação. Os crentes lembram-se dela constantemente. Os não-crentes só se lembram dela nos momentos de maior angústia e quando não enxergam outro tipo de socorro.

Num dos salmos de peregrinação, os judeus perguntavam quando subiam juntos para Jerusalém: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?” E, em seguida, ofereciam uma resposta corajosa e precisa: “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” (Sl 121.1,2).

A mesma pergunta e a mesma resposta fluíram da boca de Paulo, quando ele chegou à conclusão de que o pecado mora dentro dele e guerreia contra ele: “Quem me livrará da minha escravidão a essa mortífera natureza inferior?” (Rm 7.24, BV). A resposta do apóstolo ao seu próprio grito de desespero é tão convincente que ele a apresenta em forma de adoração: “Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!” (Rm 7.25, NTLH).

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Ajudar é melhor que criticar


"Não bombardeiem de críticas as pessoas quando elas cometem um erro, a menos que queiram receber o mesmo tratamento. O espírito crítico é como um bumerangue. É fácil ver uma mancha no rosto do próximo e esquecer-se do feio riso de escárnio no próprio rosto. Vocês têm o cinismo de dizer: ‘Deixe-me limpar o seu rosto’, quando o rosto de vocês está distorcido pelo desprezo? Isso também é teatro, é fazer o jogo do sou mais santo que você’, em vez de simplesmente viver a vida. Tire o cinismo do rosto e, então, você poderá oferecer uma toalha ao seu próximo, para que ele também limpe o rosto". (Mateus 7.1-5 / versão A Mensagem)

Minha leitura devocional de hoje refletiu muito o que tem sido a minha semana - um constante apagar de incêndios.
É difícil ter que lidar com erros de outros, mas é compensador quando sabemos estar ajudando. O terrível é lidar com pessoas falando do erro dos outros, sem que se disponham a ajudar, tão somente julgar e criticar.
Por que trocar a bênção de ajudar pelo cinismo de apontar?
Por que perder a oportunidade de ver levantar, enquanto fica na expectativa de contemplar a queda?
Que Deus nos faça refletir mais a sua face e os seus desejos em cada uma de nossas vidas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Que Deus acredite em mim



"No caminho do crer e não crer
Vivo na dúvida do milagre
Entre as brumas da uva e do vinho
Sou eu quem destila o vinagre.

Caminho no chão em busca do céu
Num fogo e água que não tem fim

Porque
Não me esforço para acreditar em Deus
Esforço-me para que Deus acredite em mim."
Sérgio Vaz

domingo, 14 de agosto de 2016

Feridos que curam


Ninguém escapa de ser ferido.
Somos todos pessoas feridas, física, emocional, mental ou espiritualmente.
A questão principal não é como podemos esconder nossas feridas, para assim não nos sentirmos envergonhados, mas “como podemos colocá-las a serviço de outros."
Quando nossas feridas deixam de ser uma fonte de vergonha e passam a ser uma fonte de cura, tornamo-nos pessoas feridas que curam.
Jesus é o enviado de Deus que, mesmo ferido, cura. Por meio de suas feridas somos curados. O sofrimento e a morte de Jesus trouxeram alegria e vida. Sua humilhação trouxe glória; sua rejeição, uma comunidade de amor.
Como seguidores de Jesus, também podemos permitir que as nossas feridas tragam a cura aos outros (Henri Nouwen. O curador ferido).

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Conflito de reinos



Observando os fatos que foram noticia ultimamente quanto a animais e seres humanos vemos um gorila sacrificado porque um menino caiu no espaço reservado ao animal. Um menino morto por crocodilos não convidados para o lago do hotel de luxo da Disney. Um tigre circense assustando o papa dentro da casa dele, ao invés de apenas impressioná-lo. E ainda uma onça pintada que foi morta por aparecer num evento Olímpico, simbolo de liberdade e vida.
Tais fatos corroboram para pensarmos que o reino animal de vida selvagem está sendo convidado a participar do reino humano e forçosamente mostra que não pode ser domesticado ou introduzido sem que haja perdas substanciais.
Me faz pensar noutros dois reinos que também não podem se fundir sem que haja mortes e perdas. Há muitas pessoas que dizem desejar fazer parte do Reino de Deus, mas que não abrem mão de suas próprias vontades pessoais, humanas. Somos convidados a entrar no Reino de Deus desde que aceitemos que ali dever ser "feita a Sua vontade e não a minha", como orou o próprio Jesus no Getsêmani.
Convém que Ele cresça, e eu na verdade venha a morrer para mim mesmo. Assim, o meu pequeno mundo fará parte do imenso Reino Eterno do meu Deus.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Oração dos monges franciscanos



Que Deus te abençoe com o desconforto diante de respostas fáceis, dos corações duros, das meias verdades e dos relacionamentos superficiais, para que possas viver do fundo do teu coração, onde o Espírito de Deus habita.

Que Deus te abençoe com lágrimas a derramar por aqueles que sofrem de dor, rejeição, fome e guerra, para que possas estender tua mão para confortá-los e transformar sua dor em alegria.

Que Deus te abençoe com suficiente insensatez para crer que podes fazer diferença neste mundo e em tua vizinhança, para que corajosamente tentes fazer aquilo que pensas não seres capaz de realizar, mas em Jesus Cristo terás a força necessária para executar.

Que Deus te abençoe para que te lembres de que todos nós somos chamados a continuar a obra redentora de Deus, de amor e cura, no lugar de Deus, em nome de Deus, no Espirito de Deus, criando e soprando continuamente nova vida e graça em tudo e em todos que tocamos. 

domingo, 15 de maio de 2016

Poço no Deserto



BEER LAAI ROE


A cena é trágica. Uma mãe em desespero e angústia profunda que deixa o seu filho adolescente em prantos debaixo da sombra de um arbusto, no meio de um deserto abrasador.
A água e os pães tinham acabado, eles estavam caminhando sem rumo pelo deserto, por que tinham sido expulsos de casa pelo próprio pai.  Desventuras familiares.
Não dá pra culpar a mulher. Ela não era a esposa do pai do garoto, mas também não tivera o caso por escolha própria, mas por ordem da patroa, a verdadeira esposa. Mais tarde, o conflito dos filhos e os sentimentos adversos das mães se torna inevitável. Tempestades familiares que acontecem, e nos conduzem aos desertos.
Agora, ela se distancia do filho por que "não suportaria ver o filho morrer"(Gn 21.15), o deixa na sombra pois não pode prover mais nada, e também não deseja ver o sofrimento. Mas no momento mais terrível e solitário, prevendo a desgraça, é visitada pela graça e favor divino.
O Anjo a encontra, até porque ela não o havia procurado. Ele veio porque "Deus ouviu o choro do menino", Deus sabe onde o menino está e vem ao seu socorro (Gn 21.17). Pode ser que ela se afaste do filho em sofrimento, mas Deus o ouve "lá onde você o deixou".

Mais uma vez, eu não a culpo. Pense no sofrimento de não ter água, pão, suprimento ou socorro algum no meio da nada. A dor no coração, a angústia na alma, o cansaço físico e ainda as lágrimas nos olhos certamente não permitiram que ela visse ou pensasse em qualquer solução.
Quantas vezes, no tenebroso deserto da vida não sentimos o mesmo? Quem já não se encontrou em desespero, fustigado pela angústia de uma depressão, do pavor, esgotado pelo stress, desiludido pelo abandono ou pelo menos desprezo daqueles que esperávamos poder contar em dias maus?
Quem já não olhou ao redor e sentiu-se desesperançado e sem gosto por mais nada ao seu redor?
O Anjo desperta Hagar, lhe trás uma notícia alentadora, demonstra o cuidado e amor de Quem não a abandona jamais, lhe desafia a vencer o medo, aponta um futuro esperançoso e ainda, com as lágrimas enxugadas, mostra-lhe um poço ali, bem perto, que antes ela não pode ver, mas
amparada e socorrida, agora pode desfrutar e continuar a jornada.
Hagar já tinha dado nome a outro poço que demonstra muito bem de onde vem o socorro no meio do deserto, nos dias de perdição, o poço chama-se Beer Laai Roi - o poço Daquele que Vive e me vê (Gn 16.14).
Desertos podem nos cegar, nos esgotar, nos desanimar e tirar quase que o nosso tudo de sobrevivência, mas não pode nos esconder e em mesmo nos tirar do centro do amor de nosso Deus.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Tempo de Deserto


“de madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava” (Mc 1:35)
Quem gosta de estar em um deserto? Acredito que ninguém goste. Mas, o que é um deserto? Como o próprio nome sugere, trata-se de um lugar onde não há vida, onde não há nada que, em sã consciência, nos atraia.
É costume, entre o povo de Deus ouvirmos este tipo de comentário: “ Eu estou passando por um grande deserto na minha vida”. O que seria este deserto na vida cristã? São momentos difíceis, onde parece-nos que Deus nos abandonou. Estes “desertos” são períodos de profundas aflições, tribulações e escasses de ânimo. Na linguagem dos místicos, noites escuras da alma.
Contudo, ao invés de fircarmos lamuriando, estes períodos de deserto, a exemplo de nosso Senhor Jesus, podem ser para nós um tempo frutífero e de comunhão íntima com o Pai.
Deserto é tempo para o silêncio. Quando aprendemos, em meio a estes períodos de duras provas, silenciar nossas vozes interiores e exteriores, conseguimos ouvir a voz de Deus sussurrando no nosso centro, na nossa alma, onde o Espírito Santo habita. E com isso ganhamos uma compreensão renovada de quem Deus é: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus” (Sl 46:10).
Deserto é tempo para a solitude. Nestes momentos podemos nos reservar a sós com Deus. Buscando nos esquivar do falatório e das aglomerações humanas, nos forçamos a abrir mão de nossas fugas pessoais para que assim possamos ter um encontro com a realidade daquilo que somos, e não aquilo que fingimos ser. Todas as máscaras que usamos caem. Estes momentos são terapêuticos, pois, ao mesmo tempo que revelam toda o nosso caos interior, revelam também que Deus nos ama e nos aceita como somos: com nossos defeitos e fraquezas.
Deserto é tempo para a oração. São nestes períodos desérticos que aprendemos a realidade das nossas orações, que mais do que mero ritual é um encontro pessoal com o Deus que nos ama e que nos sustenta em meio à aridez de nossas vidas. No deserto aprendemos verdadeiramente a orar: nos momentos férteis aprendemos a pedir mais, nos desérticos aprendemos a descansar em Deus e a sermos gratos pelo que já temos.
Quem gosta de desertos? Ninguém! Porém, eles são extremamente necessários para o forjar de nosso caráter e para nossa formação espiritual.
Moisés foi formado no deserto; Davi também. Até Jesus enfrentou seus desertos (Cf. Mt 4:1-11; Mc 1:12,13; Lc 4:1-13).
Por que com você e comigo seria diferente?

Que Deus abençoe nossos desertos!

http://vidacontemplativa.wordpress.com/2009/03/27/tempo-de-deserto/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Chuva Generosa



Deste chuvas generosas, ó Deus; refrescaste a tua herança exausta (Sl 68.9).

Uma das coisas que mais amo é cheiro de terra molhada. É aroma de vida para mim. Na verdade é como perfume de renascimento. Eis ali, uma terra quase a perecer, seca, estéril, sem força e esperança, quando de repente é despertada por gotas grandes e pesadas que vão rompendo a rigidez e amolecendo os sulcos e rachaduras. Em gratidão, esse chão deixa exalar sua fragrância de alegria. Somos resultado dessa mistura de terra e água. Foi da pasta feita de barro molhado que Deus deu forma ao primeiro homem (Gênesis 2.6,7). Por isso o nosso interior grita pelo Senhor. Mesmo que em algum momento da vida não tenhamos essa clareza ou sejamos ignorantes em relação ao amor de Deus por nós, a essência da qual somos feitos deseja água desesperadamente.

Não raramente nos sentimos exaustos, esgotados e sedentos. São muitas as causas e lutas diárias que aos poucos desidratam nossa alma: enfermidades, traições, desemprego, frieza espiritual, mágoas, perseguição, a lista não tem fim. Deixamos de dar frutos, perdemos o viço e o vigor. Tornamo-nos endurecidos a ponto de não sobrar nutriente algum que faça brotar um esboço que seja de motivação. Mas não nos enganemos com as ofertas de refrigério vindas de fontes suspeitas. Elas estão por toda parte, fantasiadas dos mais diversos nomes.

Mas somente em Jesus, em sua presença e companhia, saciaremos a nossa sede profunda. Ele nos oferece sua água: “Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14). Acredite, um sussurro, mesmo inaudível, clamando por socorro é o bastante para que o nosso Senhor se derrame sobre nós, trazendo renovo em meio à sequidão. - FB

Há esperança para a terra seca do nosso íntimo que deseja beber da água de Jesus.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A missão de Lucy





Hoje pela manhã fui visitado por fortes dores estomacais (ou intestinais, não sei ao certo), que me desmotivaram das atividades mais produtivas, por isso, acomodei-me e encontrei um filme já visto várias vezes, mas que sempre me ensina algo proveitoso. Não foi diferente desta vez, mui especialmente num momento que falou muito sobre minha função e meu momento atual no ministério.

O filme é "As Crônicas de Nárnia: Príncipe Cáspian", baseados nos escritos magníficos de C.S.Lewis. Fui instigado por um momento em especial da trama. Os quatro irmãos estão caminhando pela floresta, acompanhados pelo anão Trumpkin que salvaram, procurando o Grande Rio, para chegarem ao Monte de Aslam. Pedro, o irmão mais velho tem certeza que sabe o caminho, mas depois de muito andarem e já exautos se dão conta que realmente estão perdidos e não sabem qual direção tomar. Nesse instante Lucy solta um grito e diz estar vendo o Leão Aslam, mas volta-se e não o vê mais. Questiona os irmãos e todos dizem não ter visto e a induzem a pensar que foram alucinações. Ela refuta, diz ter certeza, e ainda afirma que Ele deseja que caminhem em outra direção. O grupo faz uma votação e todos seguem na direção que já estavam antes, apesar do desapontamento de Lucy.

Descem o penhasco e são perseguidos pelos soldados inimigos, até que, sem nenhuma alternativa, precisam voltar novamente e seguir a direção que Lucy tinha apontado. Muito cansados, param para comer e depois dormir um pouco. No meio da noite Lucy é despertada por uma voz que lhe chama. Ela tenta dormir novamente mas o chamado se repete, e a voz é a mais querida aos seus ouvidos, por isso ela se levanta e entra pela floresta seguindo a voz, e depois dos arbustos vivos e dançantes, encontra-se com Ele, Aslam.

Depois de abraços e deleites Aslam diz que eles já perderam muito tempo na direção errada, e o diálogo que segue é esclarecedor. Ela culpa os irmãos de não terem ido na direção certa quando ela os chamou, mas diante do olhar sério de Aslam ela confessa que deveria ter ido mesmo diante da incredulidade deles. Pergunta se mudaria alguma coisa se tivesse ido. Aslam responde que não pode dizer se algo seria diferente, mas que agora sim ela pode fazer diferença, e lhe desafia: vá acordar os outros, conte-lhes tudo que viu e façam com que me sigam. Ela sabe que a tarefa é difícil demais e questiona se os outros conseguirão vê-lo como ela. Aslam diz que de início não, mas ela deve chama-los e depois vir até ele, mesmo que os outros não venham.

Transcrevo as linhas do próprio Lewis: É desagradável ter de acordar quatro pessoas mais velhas, ainda por cima cansadas, para dizer-lhes uma coisa em que provavelmente não irão acreditar, e para convencê-las a fazer aquilo que não querem. Lúcia disse para si mesma: “É melhor nem pensar! Tenho é de ir em frente e aceitar o desafio!”

Ela conseguiu, mas não sem ter muita resistência e ser ofendida.

Assim que Lewis retrata a difícil missão que temos de liderar um povo a andar por fé. Torna-se terrível quando nem mesmo você sabe ao certo se está vendo ou não a direção certa, se está ouvindo ou não a voz de Deus, se está sendo ou não obediente. Mas depois de um encontro pessoal, uma palavra inconfundível e a direção certa apontada, não importa mais ser ouvido ou não, mas obediente.

Despertar os que estão tranquilamente dormentes diante da urgência de marchar, conseguir transmitir aquilo que vemos e ouvimos diretamente do Senhor, e ainda fazer com que nos sigam, porque seguimos a Jesus, não é algo fácil e nem mesmo tranquilo de se realizar, mas é nossa missão. Só quando nos levantamos com disposição, motivados pela obediência ao Senhor de nossas vidas e pelo amor daqueles que estão perdidos e sem rumo do nosso lado, nossos irmãos de jornada, podemos então ter a alegria de estar no caminho certo, perto do nosso Salvador e acompanhados por aqueles de quem não desistimos. Isso sim é satisfação, missão cumprida e vale toda a celebração.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A Primazia da Pregação!



É necessário fazer provisão na igreja para manter a pregação como prioridade. Muitas coisas boas competem pela atenção do pastor. Sempre existem necessidades a serem atendidas e ministérios à espera de uma mão disposta a trabalhar. À luz de tanta exigência, os pastores precisam cultivar o mesmo tipo de ousadia humilde e negligência  deliberada que demonstraram os apóstolos, quando pastoreavam a igreja em seus primórdios, na cidade de Jerusalém. Confrontados com as importantes necessidades da congregação, aqueles primeiros líderes se recusaram a ficar distraídos de sua principal tarefa:

"Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas" (At 6.2).

A situação era séria. Viúvas estavam sendo negligenciadas pela igreja. Contudo, a  igreja confiou esse ministério a outros membros cheios do Espírito Santo, para que os apóstolos se consagrassem "à oração e ao ministério da palavra" (v. 4). Esse tipo de sabedoria prática e disposição de delegar responsabilidades precisa caracterizar a igreja, se tiver de ser mantida a prioridade da pregação. Os membros e oficiais da igreja deveriam mostrar grande cuidado em insistir que seu pastor mantenha a obra da pregação como a prioridade de seu ministério. John MacArthur salientou esse ponto com
grande eloqüência, em um sermão pregado na Conferência de Pastores da Convenção Batista do Sul, em 1990, realizado em Nova Orleans, Louisiana. De que maneira os membros de igreja podem encorajar seu pastor a fazer da pregação a sua prioridade?

Precisamos nos determinar a permitir que nossas convicções sejam moldadas pela imutável Palavra de Deus e não pelas mutáveis tendências da cultura moderna.

Aqui estão as sugestões de MacArthur:

Empurrem-no para o seu escritório, tirem da porta a placa "Escritório" e substituam-na por outra que diz: "Sala de Estudo". Tranquem-no com seus livros, sua máquina de escrever e sua Bíblia. Forcem-no a se ajoelhar diante dos textos, dos corações quebrantados, da inquietação de vidas de um rebanho dado à superficialidade e diante de um Deus Santo. Obriguem-no a ser o único homem da igreja que conhece o bastante acerca de Deus. Atirem-no para o ringue, a fim de boxear com Deus, até que ele aprenda quão pequenos são os seus braços. Coloquem-no a lutar com Deus por toda a noite, permitindo que saia apenas quando estiver machucado e surrado, a ponto de ser uma bênção. Fechem a boca desse homem, para que ele não seja continuamente um mero discursador. Impeçam sua língua de tropeçar em coisas não-essenciais. Exijam que tenha algo a dizer, antes de quebrar o silêncio. Queimem seus olhos com estudo cansativo. Desarticulem seu equilíbrio emocional com a preocupação pelas coisas de Deus. Façam-no trocar sua aparência piedosa por uma caminhada humilde com Deus e com os homens. Levem-no a se gastar para a glória de Deus. Desliguem seu telefone. Destruam suas folhas de avaliação. Coloquem água no seu tanque de gasolina. Dêem-lhe uma Bíblia e amarrem-no ao púlpito. Ponham-no à prova, examinem-no, submetam-no a testes. Humilhem-no por sua ignorância das coisas divinas. Envergonhem-no por causa de sua boa compreensão de assuntos econômicos, de resultados de campeonatos esportivos e de questões sobre
partidos políticos. Gracejem de suas frustradas tentativas de "ser um psiquiatra".
Formem um coral, cantarolem e assediem-no, noite e dia, dizendo: "Pastor, queremos conhecer Deus". Quando, por fim, ele subir ao púlpito, perguntem-lhe se ele tem uma palavra vinda de Deus. Se não, dispensem-no. Digam-lhe que vocês também sabem ler jornal, digerir os comentários da televisão, avaliar os problemas superficiais do dia, lidar com as enfadonhas tendências da comunidade e abençoar o arroz e feijão, melhor do que ele. E, quando ele proferir a Palavra de Deus, ouçam-no. Quando ele, for inflamado pela flamejante Palavra de Deus, consumido pela ardente graça que o abrasou, quando for privilegiado de haver traduzido a verdade de Deus ao homem e, no seu final, for transferido da terra para o céu, sepultem-no de forma gentil. Toquem a trombeta
emudecida. Ponham-no para descansar suavemente, colocando uma espada de dois gumes em seu caixão, e entoem um cântico de triunfo, pois, antes de morrer, ele se tornou um homem de Deus.


"Pregar de forma simples não é pregar rudemente, nem indouta ou confusamente, mas pregar de maneira tão simples e perspicaz que o homem mais simples possa entender o que é ensinado, como se ouvisse ser chamado pelo próprio nome." Henry Smith

"Não há sermão que, sendo ouvido, não nos ponha mais perto do céu ou do inferno." John Preston

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Perguntas reveladoras


"Senhor, tu sabes todas as cousas, tu sabes que eu te amo." João 21.17


As perguntas do Senhor sempre revelam o que está dentro de nós. Se o Senhor lhe perguntar hoje: "...tu me amas?", e você permitir que essa pergunta entre em seu coração, de repente você notará que Ele tocou um ponto em você que há muito estava adormecido, e você se comove. Então, do fundo do seu coração, irrompe a verdade, que há muito tempo estava soterrada: "Sim, Senhor, eu te amo porque tu me amaste primeiro." Quando Pedro foi questionado dessa maneira, começou a se dar conta do quanto amava ao Senhor. Para ele foi como que uma revelação quando reconheceu isso, e disse cheio de emoção: "Senhor, tu sabes todas as cousas..."


Com que paciência, determinação e tato o Senhor lidou com Pedro. Ele havia traído o Senhor e, ao mesmo tempo, por puro medo e covardia amaldiçoou-se a si mesmo! O Senhor nunca faz perguntas antes que tenha chegado o tempo oportuno para isso. Muito provavelmente um dia, talvez hoje mesmo, Ele chegue bem perto de você, olhe para você e – sem mencionar os pecados que você cometeu – lhe pergunte: "...tu me amas?"

(site: Chamada.com.br)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Amar mais


Há frases que nos tocam profundamente. Uma delas é a seguinte:
 
"Todo aquele que cruzar o nosso caminho deve se sentir mais amado". ( Antônio Carlos Costa)
 
Como se sentirá mais amado aquele para quem não olhamos?
Como se sentirá mais amado aquele a quem não abraçamos?
Como se sentirá mais amado aquele para quem não sorrimos?
Como se sentirá mais amado aquele cuja história não paramos para ouvir?
Como cada pessoa é especial, o nosso olhar para ela tem que ser especial.
Como cada pessoa tem uma biologia, o nosso abraço tem que ser especial, de modo que toque todo o seu corpo.
Como cada pessoa tem suas próprias necessidades, o nosso sorriso tem que ser especial, especial para ela.
Não adianta dizer que as pessoas são importantes para nós, se elas não ficam sabendo, porque os nossos gestos, nem mesmo as nossas palavras, o dizem.
O amor não se alimenta do discurso, por mais que gritemos.
Se a terra seca precisa de água, temos que regá-la.
Para que para que todo aquele que cruza o nosso caminho se sinta mais amado, precisamos olhar para ele com amor, abraçá-lo com amor, sorrir para ele como expressão de amor, ouvir o que tem para nos contar como nossa expressão de amor.
Assim como nós sabemos que somos amados pelo outro, quando o outro nos ama de verdade e o expressa, do mesmo modo as pessoas saberão e sentirão que são amadas por nós quando nós vamos além do discurso.
É bom saber usar as palavras, mas o melhor é saber amar as pessoas.

Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo

terça-feira, 7 de julho de 2015

Deus pode consertar meus erros




O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso. Ele será louvado para sempre! (Salmos 111.10)

Você precisa ter cuidado com dois extremos. Um é tornar-se arrogante com relação a sua sabedoria e seus planos. O outro é tornar-se deprimido quando as coisas não vão bem. Deus perdoa e até abençoa os erros das pessoas fiéis. Em minha ignorância, frequentemente eu cometia os maiores erros e fazia as coisas mais tolas quando, em minha sinceridade, eu tentava ajudar as pessoas e dar-lhes bons conselhos. Quando eu cometia esses erros, orava fervorosamente a Deus, pedindo que me perdoasse e corrigisse o que eu havia feito. Frequentemente líderes importantes causam muitos danos por meio dos seus conselhos e ações. Se Deus não tivesse misericórdia deles e não consertasse tudo, o mundo seria uma bagunça terrível.

Todos nós cometemos erros. Nós nos consideramos sábios e instruídos. Porém, em nosso sincero desejo de ajudar, podemos acabar causando muitos prejuízos. Se Deus, em sua sabedoria e compaixão, não corrigisse os nossos erros, nós faríamos das nossas vidas uma bagunça. Somos como o fazendeiro cujos cavalos tinham dificuldade para puxar uma carga pesada. Por achar que as rodas da carroça eram largas demais, ele as afinou. Isso apenas fez com que a carga afundasse tão profundamente na lama que a carroça não podia ser nem movida.

Isso significa que as pessoas não devem fazer nada e apenas fugir de todas as suas responsabilidades? De jeito nenhum. Você deve fazer fielmente o trabalho que Deus lhe deu para fazer. Não confie na sua própria sabedoria e força, nem finja ser tão esperto e importante que tudo precise ser feito da sua maneira. Não se envergonhe de se ajoelhar e orar: “Querido Deus, tu me deste este trabalho. Por favor, ensina-me e guia-me. Dá-me o conhecimento, sabedoria e força para desempenhar minhas tarefas incansavelmente e bem”.

( Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.)

sábado, 27 de junho de 2015

Ser mais forte....




O meu Deus será a minha força.
                                                        Isaías 49.5

"Óh, não ore para ter vida fácil! 
Ore para ser mais forte! 
Não ore por tarefas que se igualem às suas forças; 
Ore por forças que se igualem às suas tarefas! 
Então, o cumprimento de seu trabalho não será um milagre, pois o milagre será você mesmo.
Todos os dias você ficará maravilhado pela riqueza da vida que lhe sobreveio pela graça de Deus.
                                                                                                    Phillips Brooks


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Oração cristã



  
Não sejam iguais a eles [os pagãos], 
porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, 
antes mesmo de o pedirem. Mateus 6.8


A razão pela qual os cristãos não devem orar como os pagãos é que cremos no Deus vivo e verdadeiro. Não devemos fazer como eles fazem porque não devemos pensar como eles pensam. Pelo contrário, “o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem”. Ele não é nem ignorante acerca de suas necessidades nem hesitante em atendê-las. Por que, então, devemos orar? Qual a utilidade da oração? Deixemos Calvino responder às nossas perguntas com sua costumeira clareza:

Crentes não oram com o objetivo de informar a Deus sobre coisas que lhe sejam desconhecidas, ou de instigá-lo a cumprir sua obrigação, ou de conclamá-lo, como se estivesse relutante. Pelo contrário, eles oram a fim de que possam despertar a si mesmos com o intuito de buscá-lo, exercitar sua fé na meditação em suas promessas, aliviar-se de suas ansiedades ao derramar-se em seu seio; em uma palavra, que possam declarar que têm esperança e esperam dele somente, para si mesmos e para os outros, todas as coisas boas.

Se a oração dos fariseus era hipócrita e a dos pagãos mecânica, a oração dos cristãos por sua vez deve ser verdadeira — sincera em oposição à hipocrisia, reflexiva em oposição à mecânica.

Jesus nos ensinou a nos dirigirmos a Deus como “Pai nosso, que estás nos céus” (v. 9). Isso implica, primeiramente, que ele é pessoal. Ele talvez esteja na famosa expressão de C. S. Lewis, “para além da personalidade”, mas, com certeza, não se encontra aquém. Em segundo lugar, ele é amoroso. Não é o tipo de pai de que ouvimos às vezes — autocrata,playboy, beberrão — mas alguém que preenche os ideais de paternidade no cuidado amoroso para com seus filhos. Em terceiro lugar, ele é poderoso. Aquilo que o seu amor indica, seu poder é capaz de realizar. É sempre sábio, antes de orarmos, passar um tempo lembrando quem é aquele a quem estamos nos dirigindo.

>> Retirado de  A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2015/06/16/autor/john-stott/a-oracao-crista-2/