sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Chuva Generosa



Deste chuvas generosas, ó Deus; refrescaste a tua herança exausta (Sl 68.9).

Uma das coisas que mais amo é cheiro de terra molhada. É aroma de vida para mim. Na verdade é como perfume de renascimento. Eis ali, uma terra quase a perecer, seca, estéril, sem força e esperança, quando de repente é despertada por gotas grandes e pesadas que vão rompendo a rigidez e amolecendo os sulcos e rachaduras. Em gratidão, esse chão deixa exalar sua fragrância de alegria. Somos resultado dessa mistura de terra e água. Foi da pasta feita de barro molhado que Deus deu forma ao primeiro homem (Gênesis 2.6,7). Por isso o nosso interior grita pelo Senhor. Mesmo que em algum momento da vida não tenhamos essa clareza ou sejamos ignorantes em relação ao amor de Deus por nós, a essência da qual somos feitos deseja água desesperadamente.

Não raramente nos sentimos exaustos, esgotados e sedentos. São muitas as causas e lutas diárias que aos poucos desidratam nossa alma: enfermidades, traições, desemprego, frieza espiritual, mágoas, perseguição, a lista não tem fim. Deixamos de dar frutos, perdemos o viço e o vigor. Tornamo-nos endurecidos a ponto de não sobrar nutriente algum que faça brotar um esboço que seja de motivação. Mas não nos enganemos com as ofertas de refrigério vindas de fontes suspeitas. Elas estão por toda parte, fantasiadas dos mais diversos nomes.

Mas somente em Jesus, em sua presença e companhia, saciaremos a nossa sede profunda. Ele nos oferece sua água: “Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14). Acredite, um sussurro, mesmo inaudível, clamando por socorro é o bastante para que o nosso Senhor se derrame sobre nós, trazendo renovo em meio à sequidão. - FB

Há esperança para a terra seca do nosso íntimo que deseja beber da água de Jesus.

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