sexta-feira, 26 de março de 2010

Algo Maior do que Eu.




Uma pérola lapidada na obra de Brennam Manning, O Evangelho Maltrapilho, que me faz saltar de alegria na presença do Senhor. Espero que você também sinta tanta alegria assim de ser aceito por Deus, não por merecimentos, mas por graça.

A diferença entre fé como "a crença em algo que pode ou não existir" e fé como "confiar em Deus" é tremenda. A primeira é questão da mente; a segunda, do coração. A primeira pode nos deixar inalterado; a segunda, intrinsecamente, traz mudança. Essa é a fé descrita por Paul Tillich em sua famosa obra The shaking of the foundations:
"A graça nos atinge quando estamos em grande dor e desassossego. Ela nos atinge quando andamos pelo vale sombrio da falta de significado e de uma vida vazia... Ela nos atinge quando, ano após ano, a perfeição há muito esperada não aparece, quando as velhas compulsões reinam dentro de nós da mesma forma que têm feito há décadas, quando o desespero destrói toda alegria e coragem. Algumas vezes naquele momento uma onda de luz penetra nossas trevas, e é como se uma voz dissesse:
'Você é aceito. Você é aceito, aceito pelo que é maior do que você, o nome do qual você não conhece. Não pergunte pelo nome agora; talvez você descubra mais tarde. Não tente fazer coisa alguma agora; talvez mais tarde você faça bastante. Não busque nada, não realize nada, não planeje nada. Simplesmente aceite o fato de que você é aceito'. Se isso acontece conosco, experimentamos a graça".


Paul TILLICH. The shaking of the foundations. Nova York: Scribner's, 1948, p. 161,2.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Conectados...




É fácil falar da igreja e suas falhas, de grupos que não deram certo, mas, será que há alguma comunidade neste mundo que não tenha falhas? Creio que não. Mas, por outro lado, será que há algum tipo de comunidade que busque a vontade de um Pai de amor, conte com perdão do sangue de Seu Filho amado e ainda tenha o próprio Espírito de Deus que não possa andar em perfeita comunhão e plena paz, sendo que potencialmente foram chamados para assim viverem? Como você imagina a vida existente antes do toda a criação, e a comunhão de um Deus Trino e perfeitamente harmonioso. Larry Crabb em seu livro Conexão, nos empresta essa imaginação e classifica de “deleite” a vida pré-criação, e mostra-nos o ideal maravilhoso da Comunidade Eterna em nos criar. Veja o texto.

-Criemos seres vivos dotados da capacidade de desfrutar plenamente de nós. Somos absolutamente felizes conosco mes¬mos, é claro, afinal quem somos e o modo como nos relacionamos é incomparavelmente excelente. Mas até aqui não criamos ne¬nhum ser que possa participar profundamente das alegrias sin¬gulares de um relacionamento íntimo conosco, de um relaciona¬mento em que nós nada soneguemos a eles. Criemos seres pes¬soais como nós, a quem possamos revelar as próprias profun¬dezas da nossa natureza gloriosa.
"Precisamos, é claro, levar em consideração o que isso de¬mandará. Esses novos seres precisam ser criados com a liberda¬de de nos amar e portanto de experimentar a vida da conexão, ou de amar mais a si mesmos e experimentar a miséria da desconexão. Eles, é claro, tomarão a decisão errada. Nós os criaremos aptos a desfrutar das profundezas da nossa graça. Mas isso os fará vulneráveis à tentação do inimigo, tentação de querer mais do que podemos lhes dar no seu estado não caído, de ansiar a graça que não pode ser revelada ainda. Portanto eles acreditarão na mentira de que nós lhes sonegamos algo bom, que eles poderiam alcançar pelos próprios esforços. Mas podemos tirar proveito dessa decisão infiel. Ela nos dará a oportunidade de revelar o ql1e de outro modo permaneceria oculto, que somos tão bons e nosso amor tão profundo que sacrificaremos a alegria da nossa comunidade para recebê-los na comunidade.
"Filho, no momento oportuno te enviarei à terra, onde te toma¬rás como um deles, aceitando a culpa do seu pecado. Então (e agora o Pai falava com a voz embargada pela emoção) romperei a nossa conexão e permitirei que passes pela morte da separação de mim que todo pecado merece. Quando eles virem os extremos a que chegamos para trazê-los à nossa comunidade, o anseio que plantaremos nos seus corações de ser amados assim acabará por atraí-los de volta, fazendo que nos amem plenamente e que con¬fiem em nós com a suas próprias almas.
- Pai, o que me pedes é indescritivelmente doloroso, tanto que nem posso concebê-la. Não posso imaginar como será viver sem ver a tua face. Mas ao mesmo tempo o teu plano muito me agrada. Pois me dará a chance de fazer ver as pessoas como tu és maravilhoso. A alegria de ver-te glorificado faz todo o sacrifício valer a pena. Não há outro caminho?
- Não.
- Então irei, de bom grado.
- Espírito, descerás a várias pessoas que cuidarão dos meus desígnios até que o meu filho morra como homem e ressuscite. Então passarás a habitar cada pessoa que atraíres a mim, e incli¬narás seus corações a que me amem, para que a obediência se tor¬ne alegria e não mera obrigação.
- Para mim será incomparável deleite cuidar dos teus desígnios e criar dentro de todos os que aceitarem a tua oferta graciosa de perdão o desejo de te conhecer. E cultivarei esse desejo até que se torne mais forte do que todos os outros. Não descansarei en¬quanto não viverem eles na minha força, superando todos os desejos de encontrar vida longe de ti.
- Já é hora de começar. Vejamos o que podemos fazer com esse punhado de barro. Já tenho uma visão do que poderá ser.


Porque não acreditar nos propósitos imensuráveis, mas no poder de Deus para termos comunidades, igrejas, células, irmãos que se amem e se conectem como Ele planejou. Ou preferimos acreditar que Ele vai falhar? Amemo-nos, cuidemo-nos, uns dos outros.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Arte de Coração



A Arte de Coração

Prov 4.23- Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida.

Sal 33.3 - Cantem-lhe uma nova canção; toquem com habilidade ao aclamá-lo.

Sabe amados,
quando falamos de música, ou de adoração, creio que o mais difícil é encontrar o meio entre a tecnica e a vida da adoração. Muita gente acredita que para tocar bem é necessário tão somente aprender, treinar e se habilitar cada vez mais, e se tornar o mais habilidoso e tecnico possível. Outro, já na banda do outro extremo, acha que não, o negócio é sentir, é colocar o sentimento, a emoção e tudo vai atras.

É isso que chamo de extremos, pois creio que ambas tem sua parte de razão, mas não unilateralmente. A verdadeira adoração e uma musicalidade perfeita se faz não com uma verdade somente, mas na união das duas. Há de se aperfeiçoar em toda a tecnica, mas não pode deixar de dar vida à adoração ou música.

O salmista diz para tangermos a harpa "com habilidade". Pra Deus temos sim que dar o nosso melhor e fazer sempre com mais zelo possivel. Mas o sábio dos provérbios nos lembra que "as fontes da vida" estão no coração, nos sentimentos, nas emoções e pensamentos. Poemas maravilhosos saem de corações apaixonados, mãos habilidosas tocam a canção composta no timbre de emotivo músico.

Amados, convido-os a se aperfeiçoarem sempre naquilo que tocam, cantam, dançam ou realizam. Com toda a técnica possível, mas nunca deixem de colocar o coração, cheio de amor e paixão, pra consigam "tocar" nos corações de quem aprecia e participa com vocês.

Vale o canto, vale a dança, vale a música, se vier no palpitar do coração.
Com amor,
Pr eliezer.