domingo, 29 de novembro de 2009

Multiplicação das Células 2009



Dia 22 de Novembro de 2009.
Um dia de festa para a Primeira Igreja Batista em Santa Fé do Sul, foi nossa multiplicação das células.
O culto é uma festa. Muitas canções abençoadissimas, testemunhos, fotos, lembranças, diplomas para os líderes, auxiliares, supervisores e coordenadores.
Bexigas para todo lado e de todo o gosto.
Mensagem. Meditações.
Incentivo, motivação, renovação, entusiasmo, esperanças renovadas. Novos amigos, novos irmãos, novos visitantes, novos desafios.
É um recomeço, uma repetição é verdade, ou mesmo uma volta ao passado, de retomar a Missão que Cristo nos deixou ainda no tempo apostólico. É gratificante poder participar da vida de uma igreja dinâmica assim, com seus erros e falhas, mas experimentar o poder de Deus, a alegria do Espírito, o Senhorio de Cristo na vida de gente simples, gente amada, gente salva.
Foi assim, e assim será até a volta de nosso Mestre.
Vem com gente também!
Abraços.
Pr Eliezer - Nov/2009

Fotos de algumas células deste ciclo encerrado.
http://www.slideshare.net/eliezeralmeida/celulas2009-fotos

sábado, 28 de novembro de 2009

Mau Humor




"Falhamos por ignorar a maneira como somos feitos; atribuimos nossas falhas ao diabo, em vez de atribui-las à nossa própria natureza indisciplinada...
Há certas coisas pelas quais não devemos orar - mau humor, por exemplo. O mau humor não é expulso com oração, é expulso a pontapés... quase sempre tem a ver com a nossa condição física, e não espiritual. Requer-se um esforço contínuo para não se dar lugar ao mau humor, cuja origem está na condição física; não se entregue a ele nem por um segundo. Temos que nos agarrar a nós mesmos pelo colarinho e nos sacudirmos, e então descobriremos que podemos fazer tudo que pensávamos que não poderíamos fazer. Isso é tomada de posição."


Tudo para Ele, 20/Maio
Oswald Chambers

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mundo Moderno - Chico Anýsio



Deparei-me com um vídeo do Programa do Jô (ano de 2000), com uma declamação fantástica do Chico Anysio, de um texto de sua própria autoria. Além da métrica, da poesia, e da difícil tarefa de começar todas as palavras com a mesma letra, é um texto inteligentissimo. Repasso o texto, que vale a reflexão, e nos instiga a ação.


Mundo Moderno
Chico Anysio

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial.

Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.

Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, maratonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.
Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

No escuro.




Veio o apagão. Em meio a tanta escuridão, sai tateando em minha própria casa, temendo tropeçar em algo que não sabia se estava ali, ou se esquivar no nada que temia estar a frente.
Num ritmo lento, enquanto tantas coisas se passavam na cabeça, desde os motivos daquele momento, como os nomes dos possíveis responsáveis, que horas depois tive que vergonhosamente reconhecer estar errado, como também os propósitos daquela hora. Tanta coisa passa enquanto percorro do quarto para a cozinha procurando as velas para iluminar minha terrível escuridão. Tanta coisa... tanto nada.
Mas se não me serviu de nada, a não ser o exercício do pensar e procurar algo tão bem guardado no fundo de uma gaveta qualquer, serve agora para refletir, e refletindo o escuro, muitas vezes encontro a luz.
Quisera eu sempre encontrar luz no fim do tunel, mesmo que não a procure, mas dela me envolva. Pos ao final, tudo se mostra tão diferente do imaginado, pensado e desejado.
Fica aqui o aprendizado, como na oração de Thomas Merton....


Tu Não És Como O Tenho Imaginado
Senhor, é quase meia-noite e estou Te esperando na escuridão e no grande silêncio.
Lamento todos os meus pecados.
Não me deixe pedir mais do que ficar sentado na escuridão, sem acender alguma luz por conta própria, nem me abarrotar com os próprios pensamentos para preencher o vazio da noite na qual espero por Ti.
Deixa-me virar nada para a luz pálida e fraca dos sentidos, a fim de permanecer na doce escuridão da Fé pura.
Quanto ao mundo, deixa-me tornar-me para ele totalmente obscuro para sempre. Que eu possa, deste modo, por esta escuridão, chegar enfim à Tua claridade.
Que eu possa, depois de ter me tornado insignificante para o mundo, estender-me em direção aos sentidos infinitos, contidos em Tua paz e Tua glória.
Tua claridade é minha escuridão. Eu não conheço nada de Ti e por mim mesmo nem posso imaginar como fazer para Te conhecer.
Se eu te imaginar, estarei errado.
Se Te compreender, estarei enganado.
Se ficar consciente e certo que Te conheço, serei louco.
A escuridão me basta.

Thomas Merton

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Consolo na Cruz!



Não, queridas almas,
não há consolo em nada senão no amor da cruz e no total abandono;
quem não experimenta a cruz, não experimenta as coisas de Deus (Mt 16,23).
É impossível amar a Deus sem amar a cruz;
um coração que experimenta a cruz, considera as coisas mais amargas uma doçura:
"quem está com o estômago cheio rejeita até o mel, mas, para quem está com fome até a comida amarga é doce'" (Pr 27,7); pois, ela tem fome de Deus, na proporção de sua fome pela cruz.
Deus nos dá a cruz e a cruz nos dá Deus.

Madame Guyon, Experimentando as profundezas de Jesus através da Oração, p.20